A internet e a classe C

Nos dias de hoje é um erro afirmar que a Classe C não tem poder de compra, ainda mais se tratando de internet.
Com a evolução da internet ficou mais acessível o acesso deles a internet. O que comprova isto é uma pesquisa realizada pelo IBOPE que afirma que 66% das pessoas da classe C tem acesso a internet e melhor ainda, tem disponibilidade a algum cartão de crédito, seja o dele próprio ou de alguém. É impossível desconsiderar qualquer planejamento sem considerar essa classe. Segundo o Fecomercio (Federação do Comércio de Bens e Serviços), a classe C, movimenta R$ 273 bilhões por ano em compras pela internet somente com seus salários. É sem dúvida a classe mais consumista do país.
Outro fato importante da pesquisa feita pelo IBOPE mostrou que o uso de celebridades nas campanhas é outro fator que chama a atenção dessas pessoas e tende a levar o consumidor a comprar o produto anunciado, como por exemplo, o comercial feito pela Sky, no qual mostra a Gisele Bundchen como uma dona de casa. que começou a ser veiculada em fevereido de 2011
Já uma pesquisa feita pela revista INFO mostra que em 2010, das 3,7 milhões de pessoas que pretendiam comprar um computador, 57% pertencem às classes emergentes. Pela pesquisa, de cada dez computadores comercializados, nove estão sendo adquiridos por essas classes.
Segundo a mesma pesquisa, entre os usuários da internet, 42% representam a nova classe média digital. Ou seja, um aumento de 44% entre 2004 e 2010.  Destaque ao público feminino neste mercado. O estudo ainda mostra que mais mulheres estão usando a internet para obter informações e utilizando a plataforma para criar seus próprios negócios. Cerca de 40% delas gastam mais de duas horas na web e 33% afirmaram terem mais interesse pela internet do que pela televisão.
Hoje sem dúvida, é impossível considerar a Internet no Brasil sem a classe C. Publicidades são criadas e destinadas visando esse público principalmente, quem não levar essas pesquisas a sério, pode perder um grande negócio em suas vendas.
Porém, mesmo o poder de compra terem aumentado a Classe C na era digital se esbarra ainda em alguns obstáculos. Como a falta de costume e a incapacidade de assumir riscos ao efetuar uma compra virtual. Uma pesquisa feita pelo Datapopular mostrou que 61% dos internautas da classe em ascensão costumam conferir os produtos em lojas físicas antes de fechar negócio pela internet. Na classe A esse percentual cai para 35%. Os compradores da classe mais baixa têm medo de errar a compra e ainda não tem total garantia de que precisam para poder fechar a transação. Superado esse obstáculo, o consumo da Classe C será ainda maior.


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